Era uma tarde quente no prédio.
Ouvi batidas na porta.
Abri, e era a minha vizinha, Dona Lúcia.
Ela disse: "O elevador parou. Minhas sacolas estão muito pesadas."
Calcei as sandálias e desci com ela.
Peguei duas sacolas; ela ficou com a menor.
Subimos devagar pela escada.
Ela respirava fundo, e eu dizia: "Tudo bem, sem pressa."
Chegamos ao apartamento dela, e deixei as sacolas na mesa.
Ela ofereceu café e pão de queijo.
Conversamos um pouco; ela sorriu e agradeceu.
Disse que eu salvei o dia dela.
Voltei para casa feliz.
Aqui, vizinho ajuda vizinho. O prédio parece família.